Meio Ambiente

Criado em Terça, 25 Setembro 2012 10:29

Biogás

A Cagece vem investindo em estudos para o desenvolvimento de biocombustíveis como a biogasolina, biodiesel e biohidrocarbonetos, a partir de subprodutos do tratamento dos efluentes tratados em suas estações de tratamento de esgoto.

O objetivo da pesquisa é reduzir o impacto ambiental do lodo produzido durante o tratamento, eliminando possibilidades de contaminação do solo e águas subterrâneas bem como gerando uma redução nas despesas com contratos de logística, transporte e descarte deste material.

 

Coleta Seletiva

A Cagece estimula seus funcionários a adotar a prática da separação do material reciclável através do projeto Coleta Seletiva. A ação teve início no ano de 2004 e disseminou a consciência para a preservação ambiental, contra o desperdício dos recursos naturais e a poluição que o lixo pode provocar.

Nas unidades da Cagece, tanto no Interior do Estado quanto na Capital, estão distribuídos coletores de material reciclável, seguindo o critério das cores para facilitar a separação. O material coletado é doado para diversas instituições filantrópicas.

 

Correntes Marítimas

Também se encontra em andamento o estudo cujo objetivo é traçar um retrato do comportamento anual das correntes marítimas no litoral de Fortaleza. A pesquisa é coordenada pelo oceanógrafo Carlos Augusto França Schettini, e teve início no final de fevereiro 2011, sendo a responsável local, a pesquisadora Ozilea Menezes, do Labomar. O trabalho é financiado pela Funcap e co-patrocinado pela Cagece.

No fundo do mar, um conjunto de equipamentos mede temperatura e salinidade da coluna de água. Também há um perfilador acústico de correntes instalado no fundo do mar, próximo ao emissário submarino da Cagece. Periodicamente o equipamento é removido para descarregar os dados coletados e para possíveis manutenções. Em terra, será instalada uma estação meteorológica que realizará medição dos ventos.

A Companhia se interessa pelos resultados do estudo, pois estes poderão medir com exatidão a eficácia das correntes marítimas para dispersar o efluente tratado de esgoto. A pesquisa também permitirá projetar os possíveis impactos de um aumento de vazão do emissário.

 

Cultivo de Peixes

O cultivo de peixes ornamentais em esgoto doméstico tratado pode se tornar uma alternativa para piscicultores que desejam ter mais produtividade em suas criações, conforme aponta estudo feito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) a pedido da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

Segundo pesquisa da Cagece, o uso de efluentes domésticos, além de influenciar no nível de produção, possui melhor qualidade que a água de poço para atividade da piscicultura. As vantagens do efluente tratado de esgoto são alto nível de proteínas das algas presentes no esgoto, baixo custo de produção e a possibilidade de reciclagem de nutrientes. O estudo com tilápias e peixes ornamentais toma como base o fato de serem peixes filtradores, ou seja, que consomem algas, detritos orgânicos e plânctons, presentes no esgoto doméstico.

 

Energia Elétrica

Uma dessas pesquisas, atualmente em andamento, visa gerar energia Elétrica a partir do esgoto. Na Estação de Tratamento de Esgoto do Aracapé, a Cagece implantou um sistema, como forma de projeto-piloto, que recolhe o gás produzido pelo tratamento do esgoto e o utiliza no funcionamento de uma motobomba da própria estação.

O processo tem duas vantagens em termos ecológicos. Por um lado, evita o lançamento para o meio ambiente de um gás que contribui para o efeito estufa. Por outro, o gasto com energia também se encontra reduzido, o que torna um processo mais sustentável.

 

GEPED - Gerência de Pesquisa e Desenvolvimento Operacional

Gerar energia a partir do esgoto, estudar a criação de peixes no esgoto tratado, pesquisar as correntes marítimas. São tantos resultados das pesquisas levadas adiante com o apoio da Cagece. Todas são conduzidas pela Gerência de Pesquisa da Cagece, criada em 2010, e cujo objetivo final é promover a inovação tecnológica na Companhia.

Com isso, a gerência almeja contribuir para a sustentabilidade da Empresa, gerando vantagens competitivas, por meio da inovação tecnológica de produtos e processos finalísticos.

Dentro tantos temas que atraem a atenção, impossível definir uma ordem de importância nas pesquisas apoiadas. Ao todo, contabiliza-se 21 estudos, entre os a iniciar, os em andamento, os concluídos e os implantados. Os objetos agregam conhecimento no campo de atuação da Cagece, aprimorando e oferecendo alternativas relacionadas com o tratamento de água e o tratamento de esgoto.

 

Óleo de Cozinha

Outro estudo, já concluído, avaliou o potencial do esgoto coletado pela Cagece em relação à presença de óleo de cozinha. Foi descoberto que cerca de 52 milhões de litros de óleo de cozinha, provenientes de Fortaleza e Região Metropolitana, vão para a rede de esgoto. Isso equivale a 93% do total de óleo gerado na RMF.

O volume foi levantado por um estudo feito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) a pedido da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Segundo o estudo, é possível obter até 4,7 milhões de litros de óleo por mês na Região Metropolitana de Fortaleza, 65% destes só no município de Fortaleza. Se vendido, o óleo tratado produzido na RMF poderia movimentar até R$ 9 milhões por ano. Os resultados da análise indicam que mais de 46% do óleo gerado em residências em Fortaleza são jogados no esgoto contra 18% da área comercial.

 

Reuso

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) desenvolve pesquisas na área de tratamento de esgoto e reutilização das águas como forma de preservação do meio ambiente, combate à escassez da água e geração de economia e desenvolvimento sustentável.

Para isso, a Cagece mantém, um Centro de Pesquisa sobre Tratamento de Esgoto e Reuso de Águas, situado no município de Aquiraz, e um local de pesquisas na cidade de Juazeiro do Norte, no sul do Ceará.

Em Aquiraz, desde 2005, uma parceria entre Cagece e Universidade Federal do Ceará (UFC), estuda a utilização de esgotos tratados domésticos em irrigação com ênfase na produção de biodiesel, para a piscicultura e no desenvolvimento de tecnologias locais. Já em Juazeiro do Norte, o clima semiárido favorece os estudos na área de reutilização das águas para o plantio de milho híbrido.

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