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Um abraço via internet

Sexta, 11 Agosto 2017 11:50

Temos vivido numa era em que os mundos virtual e real têm-se misturado e confundido e a percepção de realidade tem sido atribuída mais ao que se faz na internet do que ao que se faz fora dela. Isto não é novidade para ninguém, já que todos temos perfis em várias redes sociais e divulgamos abertamente o que fazemos, gostamos, comemos e onde estamos. E para as marcas é diferente? Acredito que não.

As redes sociais são canais de sociabilização onde os usuários expõem ideias, desejos, angústias e tudo mais que acharem pertinente e as marcas que fazem uso das redes sociais devem seguir o mesmo caminho e serem humanas. Ter humildade para admitir limitações, orgulho para falar de suas conquistas e clareza para compartilhar conhecimento e oferecer conteúdo relevante para seus seguidores são atitudes de que todos lançamos mão no dia a dia. As marcas devem fazer a mesma coisa.

Assumir uma postura defensiva nas redes sociais, levar reclamações para conversas privadas (salvo nos casos de preservação de dados do cliente), pedir desculpas publicamente em alguns comentários negativos, ou simplesmente ignorá-los, é um erro; desta forma, a marca não passará de um alvo. É necessário fazer com que as pessoas compreendam que aquele perfil social está ali para conversar. Ouvir o que o cliente tem a dizer, mas falar o que ele precisa ouvir. Isto significa iniciar um diálogo entre duas pessoas que são capazes de se entender, compreendendo as necessidades de um e as capacidades do outro, e não uma discussão entre fornecedor e consumidor.

No caso da Cagece, nossa missão é contribuir para a melhoria da saúde e qualidade de vida, promovendo soluções em saneamento básico, com sustentabilidade econômica, social e ambiental. Isso quer dizer que nossa razão de existir é levar água tratada para cada um de nossos clientes e, também, tratar os efluentes para descartá-los de maneira correta, protegendo o meio ambiente. A falta d’água ou extravasamento de esgoto não são bons para o cliente, não é bom para a Cagece e isso precisa ficar claro para ambos.

Até janeiro de 2017 a presença da Cagece no Facebook se resumia a divulgar informes aos seguidores, buscar mobilizar a população em prol de alguma campanha da companhia (uso racional da água, por exemplo) e servir de canal de reclamação. Quanto ao Twitter, este não era otimizado e funcionava como replicador do que era publicado no Facebook.

Naquele mês admitimos o erro que estávamos cometendo e decidimos mudar. Desde fevereiro temos dado ao Twitter a atenção devida e as interações pelo canal passaram a acontecer. Também mudamos nossa forma de agir no Facebook. Com humildade, passamos a admitir nossas limitações, temos falado com orgulho de nossas conquistas e compartilhado nossa expertise, além de conteúdo de terceiros para que nossos seguidores vejam que somos, acima de tudo, um parceiro de suas famílias e do meio ambiente.

Hoje, se um cliente comenta em um de nossos perfis que está sem água em casa, além de pedirmos desculpas pelos transtornos, explicamos que o estado tem passado por um momento de escassez hídrica e que, em certos momentos, não temos água para entregar a todas as casas. Porém, deixamos claro que, apesar de todas as dificuldades, não medimos esforços para resolver a situação o mais breve possível e pedimos que todos façam sua parte e utilizem a água com responsabilidade, por exemplo.

Ser humilde é uma atitude nobre que quebra barreiras e convida o outro a ficar mais próximo de nós. Ao agir assim nas redes sociais, apenas estamos tendo a mesma postura que têm nossos atendentes de loja, ouvidores e demais colaboradores que lidam com o público. Estamos mostrando o amor pelo que fazemos e a dedicação para fazer sempre o melhor, afinal, todos somos clientes.

Esta é uma forma honesta de dizermos que somos humanos, que compreendemos a situação dos nossos clientes e deixarmos claro que, juntos, podemos chegar muito mais longe.


Flávio de Moura é publicitário, especialista em marketing e propaganda, MBA em marketing e diretor de Arte Sênior na Cagece.
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A cidade se prepara para as chuvas

Segunda, 06 Fevereiro 2012 15:58

Vias alagadas viram preocupação constante quando chega o período chuvoso. Para a Cagece, o foco dos esforços nessa época é minimizar os transtornos à população, reforçando medidas de prevenção, como também intensificando ação de conscientização às pessoas para a utilização adequada dos sistemas de esgoto e drenagem.

No contexto da prevenção, a Cagece intensifica a limpeza de suas redes coletoras de esgoto, poços de visita, todas as 40 estações de tratamento de esgoto, além das mais de 80 estações elevatórias de esgoto. Além destas ações, a partir de março será iniciada a limpeza do Interceptor Leste, tubulação situada na Avenida Beira Mar. A estimativa é retirar cerca de 4 mil toneladas de sedimentos do seu interior - que não deveriam estar lá, num investimento de R$ 2,4 milhões.

Ações educativas também são importantes para ensinar como diferenciar os sistemas de esgotamento sanitário e drenagem pluvial, tendo em vista que, apesar de princípios de funcionamento serem parecidos, os objetivos são totalmente diferentes. As redes coletoras devem receber somente esgoto, que é líquido que contém resíduo da atividade humana; no caso de residências, águas de banheiros e cozinhas, juntamente com os dejetos. Vale ressaltar que antes de ser disposto no meio ambiente, estas águas devem passar por Estações de Tratamento, evitando assim, riscos de impacto ambiental e de saúde pública. Já o sistema de drenagem pluvial recolhe as águas de chuva que escoam superficialmente de quintais e ruas, realizando o transporte para mananciais, evitando assim, pontos de alagamentos. Neste sistema não se faz necessário tratamento da água.

Confundir esgoto e drenagem prejudica o meio ambiente, além de diminuir a qualidade de vida. Quando a água de chuva é direcionada à rede de esgoto, esta última transborda pelos poços de visita, junto com o efluente. Quando o lixo é colocado dentro do sistema de esgoto, ocorrem obstruções que ocasionam transbordamentos. Quando o esgoto dos banheiros vai para a rede de drenagem, acaba sem tratamento nos mananciais.

Portanto, além de fiscalizar o trabalho da Cagece a população deve ser parceira, fazendo a sua parte. Cada imóvel deve ser interligar devidamente à rede de esgoto e encaminhar água de chuva para o sistema de drenagem. Desta forma, garantiremos a eficácia do saneamento básico como instrumento promotor de saúde.

André Facó, diretor de Operações da Cagece

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Fortaleza tem hoje uma cobertura de 53,60% do seu território com rede de esgoto. Durante algum tempo, este número foi satisfatório dentro da realidade de uma cidade que pulsava em bairros como Aldeota, Centro e circunvizinhanças.

Porém, o crescimento da Capital para outras regiões e o aumento populacional, fizeram com que seja premente o incremento de serviços de água e a expansão do esgoto, a fim de dotar de infraestrutura novas áreas de Fortaleza.

Nesse cenário, a Companhia trabalha para elaborar projetos, assegurar recursos e executar obras como forma de tornar tangível o compromisso firmado pela gestão Cid Gomes de universalizar a água e o esgoto até 2020, na Capital. Só este ano já foram captados somente junto ao Ministério das Cidades, no âmbito do PAC, R$ 256 milhões e através do Governo do Estado, mais R$ 24,9 milhões. Ademais, estão em andamento grandes ações como a construção da ETA Oeste, a implantação do Macrossistema de Esgoto da Capital, que permitirá que 235 mil pessoas de 20 bairros da sub-bacias do rio Cocó tenham esgoto em sua casa, e  obras de esgotamento sanitário em 17 bairros da sub-bacia do rio Maranguapinho.

Para dar continuidade a este esforço, é preciso que as esferas públicas envolvidas na questão ampliem os mecanismos para a captação regular de recursos, a exemplos das linhas de crédito oferecidas pelo Ministério das Cidades. Deve-se ainda aperfeiçoar as ferramentas que garantam a aplicação efetiva destes e a sustentabilidade dos serviços. Neste sentido, o PAC Saneamento e o Plano Nacional de Saneamento sinalizam um grande avanço, e demonstram ao setor a prioridade com que os governos vêm discutindo o assunto. É essencial também que as companhias de saneamento e os municípios interessados tenham um banco de projetos atualizados capazes de captar tais recursos.

De maneira geral, as companhias de saneamento do Brasil têm mostrado comprometimento com o bem estar da população. Desta forma, algumas experiências valem ser ressaltadas, e é de interesse de todos que estas sejam difundidas e replicadas. Bom exemplo disto, é o Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar), onde sob orientação da Cagece, comunidades gerem de forma autossustentável os sistemas de abastecimento implantados pela Companhia. No Ceará, a Cagece adotou este modelo desde 1996 e hoje atende 614 comunidades rurais, beneficiando 315 mil pessoas com a garantia de água tratada diretamente em suas residências.


São exemplos concretos como este que demonstram que a universalização do saneamento não é uma utopia, é sim um desafio possível dentro dos rumos que já começaram a ser traçados. Com uma visão da questão em nível nacional, confirma-se a certeza de que os resultados são ampliados pela prioridade dada ao saneamento e pela mobilização de todos os agentes envolvidos.

30.07.2011